sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Idosos

É do caraças.

Ontem fui à farmácia do bairro onde moro comprar um medicamento que tinha de tomar. Fiquei toda contente porque só tinha uma, uminha, umazinha, pessoa – idosa - à frente. Não deve demorar muito, pensei eu. Já tinha um monte de medicamentos à frente, agora deve ser só pagar. Era não era, pois fodi-me!!!

Os netos, a filha, o Natal, o cão da vizinha que faz muito barulho, a amiga que partiu a perna, a própria que caiu e tinha dores “lucinantes” no ombro, Olha lá Manuel Joaquim começa aqui e acaba aqui, estás a ver?  E mais os medicamentos que iam passar para o final do mês porque já tinha pago o do mês anterior, Eu paguei, dizia a senhora, confirma lá ó Manuel Joaquim, ai não foi contigo, então foi com o Joaquim Manuel, então falo com ele. Então e olha lá, este medicamento é para quê? Ai sim, e este? Então este com este é para tomar à noite ou de manhã. Ahh está escrito nas caixas. Está bem. Queria mais uma coisa, deixa lá ver se me recordo…

 Bla bla ba e mais um c@@@@lho.

Obviamente que aqui a amiga saiu de lá passados 45 minutos, a bufar que nem um camelo.

Não tenho nada contra os idosos, nem pensar. Vivi durante muitos anos com a minha avó e com a minha tia, que era da mesma idade primeira, e foram elas que da melhor forma que lhes era possível me ajudaram a ser quem sou. Respeito, educação e justiça era o lema da minha tia. Foi ela que me orientou para a profissão que hoje exerço e por isso devo-lhe gratidão eterna.

Mas (estas histórias têm sempre um) não se justifica que este pessoal, que tem TODO O DIA para ir à farmácia, às compras, às consultas, ao barbeiro ou à cabeleireira, deslocar-se de autocarro, etc., escolha o exactamente o horário em que as pessoas saem dos seus empregos e, em correria têm de tratar de algum assunto antes de, p.e. levar a miúda ao ballet, ou ir fazer o jantar ou qualquer merda porque o dia de trabalho não acaba quando saimos do emprego (que é o meu caso). Lembram-se como era convosco??? Ou a memória já foi com o amigo alemão??
 
E o melhor é que ainda por cima ficam que nem perús quando são chamados à atenção seja por quem for. Vem logo à baila o discurso moralista dos direitos dos idosos e nanana e nanana.

Paciência, muita paciência!!!!!

  

N.B. Por via das dúvidas, vou guardando estas postagens sobre idosos em depósito perpétuo, não venha eu a necessitar de os ler daqui a uns 40 anos, ou se calhar antes. What goes around comes around… always, e eu não gosto nada de levar com cuspo na cara.


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